Teatro e Marionetas de Mandrágora

Teatro e Marionetas de Mandrágora

Estreia.

15 out. 2026 . quinta-feira
A Estreia é sempre o culminar de um processo moroso, esta forma de trabalhar numa equipa de criativos, diretores, encenadores, artistas plásticos, atores, cenógrafos, músicos, figurinistas, comunicação, produção…
É uma dedicação intensa que torna a estreia um momento de finalização de muitas tarefas. Agora tudo fica entre os técnicos e os atores, entre a produção e a comunicação, mas sobretudo o público. Receber bebés e crianças de tenra idade é um compromisso de criação de memórias, de acicatar sensibilidades, de criar um espaço entre o grupo que acompanha a criança e com ela desenvolver uma relação de proteção e de um laço emocional profundo.
Sendo esta uma experiência já vivida pelos criativos das companhias “Teatro e Marionetas de Mandrágora” e da “Krisálida”, é também a perceção das linguagens que o teatro nos permite. Este jovem público, não sendo capaz de verbalizar, de ter consciência das narrativas, apreende sensorialmente o diálogo artístico que o envolve, muitas vezes envolto na segurança e no conforto do seu seio familiar ou de indivíduos que ali estão para o seu apoio e o guiar garantindo o bem-estar e equilíbrio. Este jovem público precisa de, como todos nós, estar bem, confortável, sentir-se seguro e protegido. Nestas primeiras idades, o jogo da palavra, do som, da imagem, da atuação, têm de ter em consideração a fragilidade da construção da personalidade dos espetadores. Cria-se assim uma linguagem própria, dedicada e dirigida especificamente, com algumas fronteiras delimitadas, como a duração do espetáculo, a proximidade do público, o ambiente de estimulação sensorial necessário. É fundamental um pensamento e uma análise a todo o momento da flutuação, do estar da criança. A normalização de certos comportamentos que podem ser tidos, tendo a consciência dessas possibilidades e tal não ser um elemento perturbador, mas antes um fator natural durante a atuação. Aceitar o choro, a fome, a inquietude durante a atuação, saber lidar com esses elementos é aceitar, que um espetáculo para bebés, rege-se por outras regras que o tempo vai limando à medida que o crescimento se vai fazendo.

A água que por mim passa : https://marionetasmandragora.pt/aagua

Cocriação.

8 out. 2026 . quinta-feira
A vontade de criar este espetáculo nasceu da importância de pensar a primeira infância também como um território de encontro com a arte, permitindo criar uma experiência vivida pelos bebés, mas também pelos adultos que os acompanham. A cocriação com o Teatro e Marionetas de Mandrágora foi fundamental neste processo, permitindo juntar diferentes olhares, linguagens e experiências para construir, em conjunto, uma proposta verdadeiramente pensada para os mais pequenos.

A água que por mim passa : https://marionetasmandragora.pt/aagua

360.º

8 out. 2026 . quinta-feira
O público está dentro da própria experiência, rodeia o cenário e acompanha a ação a partir de diferentes perspetivas, numa relação espacial e sensorial de 360.º.

A água que por mim passa : https://marionetasmandragora.pt/aagua

Descoberta.

8 out. 2026 . quinta-feira
A equipa artística tem vindo a descobrir o espetáculo a cada ensaio, explorando como a água, as formas, a luz, os sons e o movimento podem criar relações que ajudam a dar os estímulos certos aos bebés, através dos sentidos e antes mesmo da palavra.

A água que por mim passa : https://marionetasmandragora.pt/aagua

Circulação de Criações

15 ago. 2026 . sábado
A viagem pelo território nacional e internacional tem diversas perspetivas. A viagem pessoal por cada um dos espaços, o conhecer o nosso país. Dizemos que o nosso país se torna pequeno e o mundo se torna algo familiar. O ato de viajar torna-se comum e familiar. Cada espaço acarreta as suas características do território e da população e obtemos uma perspetiva da diversidade do território. Levamos programas e projetos artísticos quer a populações que claramente fazem da fruição artística um ato regular, como entrar em territórios muito particulares onde a cultura se faz num tempo particular.
Se considerarmos que os territórios do interior são carentes de cultura, também é verdade que existe um tempo, uma forma de estar e de discurso. Adoro sotaques e os símbolos aos quais o local se agarra para promover a sua cultura. Se por um lado muitas cidades ditam a sua vida artística a partir das estruturas de programação dos seus teatros, outras lançam as suas festividades tentando conjugar fatores festivos e do seu património envolvente para conjugar a iniciativa que levará a sua população a um convívio comum e coletivo diverso.
Trabalhar em territórios urbanos é facilitador, no sentido em que o número de população nos permite uma seleção e uma diversidade que nos territórios de interior é complexo, exigindo das companhias e das entidades um esforço redobrado, quer pela distância, quer pelo número de pessoas que nesse território existem. O tempo aparentemente parece ser mais tranquilo e calmo, talvez pelo número de população ser menor, só em espaços comuns consegues ver a diversidade.
Algo interessante é a viagem. Se bem que as companhias como a nossa façam milhares de quilómetros e muitas vezes o cansaço se acumule, a paisagem envolvente define um padrão que molda a sociedade. Lembro-me de estar em residência artística num território de interior, e eu que sou uma habitante do mar, ao ver a montanha o cérebro lançou-me desafios de interpretação e comecei a ver ondas gigantes de tonalidades verdes. Creio que a paisagem molda sem dúvida a nossa força de ser e uma das características, da população, se vai iniciando pelas características, da paisagem que nos envolve.
A horizontalidade da Gafanha da Nazaré que impele ao andar de bicicleta. Os declives da Covilhã, para alguns indescritíveis, com pontes áreas, num desafio de arquitetura que o município tenta colmatar para a sua população. Trás-os-Montes, atravessar as montanhas e ver um casario tradicional que se vai mantendo e observar as crianças que são sempre em números escassos. Ir ao Algarve observar o mundo num local, tanta gente que veio de todo o mundo para encontrar ali um espaço de vivência, procurando uma melhor qualidade de vida.
Apesar deste olhar muito superficial, é interessante observar, se bem que a circulação de projetos, tem uma dupla faceta, o tempo é sempre escasso e as perceções sempre tangenciais à realidade, por vezes conseguimos apenas percecionar, postais de viagem dos lugares, sem um estar, que te permita uma verdadeira envolvência. Por vezes conhecemos os territórios a partir dos seus lugares culturais sem ir, além disso. Em tom de desabafo costumamos dizer que conhecemos as caixas negras dos palcos onde passamos horas sem fim e muitas vezes se resume a esta aproximação às equipas técnicas e artísticas dos equipamentos. Fica assim a sensação de uma mera impressão do território.
Serão estas perceções reais ou meras sensações.

CriArte destina-se a pessoas com e sem DID

5 ago. 2026 . quarta-feira
Ponte de Lima acolhe, entre os dias 20 e 24 de julho de 2026, mais uma edição do projeto “CriArte”, este ano subordinado ao tema “Enquanto Acontece”.
Promovido pela APPCDM de Viana do Castelo – Delegação de Ponte de Lima e cofinanciado pelo programa de financiamento do Instituto para os Direitos das Pessoas com Deficiência, I.P., às ONG, o CriArte afirma-se como um espaço de encontro, criação e partilha artística, reunindo profissionais, amadores e todas as pessoas interessadas em participar numa experiência criativa inclusiva e multidisciplinar.
Nesta edição, o projeto convida participantes e comunidade a mergulhar num processo artístico centrado no presente, na escuta, na relação e na transformação do gesto individual em expressão coletiva. “Enquanto Acontece” propõe uma reflexão sobre a arte enquanto experiência vivida, valorizando o encontro entre diferentes linguagens artísticas, sensibilidades e percursos.
O CriArte destina-se a pessoas com e sem DID, a partir dos 8 anos, integrando momentos de formação, experimentação e criação colaborativa, culminando num espetáculo final em espaço público, integrado no Festival Percursos da Música.

Enquanto Acontece : https://marionetasmandragora.pt/enquantoacontece

Estaremos na Praça das Artes em Felgueiras.

5 ago. 2026 . quarta-feira
Um programa de formação de jovens públicos através da construção marionetas, neste caso dar asas aos pássaros e colocá-los em movimento no espaço, criando uma história que comunique entre a construção de objetos e a envolvência do espaço físico que será o Parque da Bouça.
Apresentamos uma proposta que nos leva a descobrir o movimento mais leve, calmo e tranquilo; pesos e deslocações, marionetas suspensas que se movem pelo ar, com o vento e com a brisa.
Aqui somos os criadores, mas a natureza é também potenciadora de ser marionetista com a sua força e gravidade. O teatro é amplo.
Figuras que se movimentam no espaço e que, como as crianças, vivem no movimento constante da sua inquietude. Vamos individualmente criar uma peça a partir da sugestão lançada “animais que voam” e transformá-la numa criatura que nos leve a imaginar, colorir, recortar e pintar.
As oficinas Mandrágora, dirigidas às famílias, recorrem a materiais simples, para os pais e os docentes e sobretudo as crianças ficarem familiarizadas com os mesmos e os possam descobrir. Com o apoio dos adultos conseguirão explorar a arte na simplicidade de criar a brincar e fazer do jogo um grande espaço teatral.
A marioneta, que é frequentemente associada à infância, faz parte do nosso imaginário e da nossa história, memória e tradição. Esta forma de arte, é inesgotável nas experiências artísticas e cénicas, de criação e manipulação, renovando-se e trazendo-a para o palco. Cabe aos professores munirem-se de conhecimentos para proporcionar aos alunos a realização de experiências e aprendizagens na área de construção de marionetas, explorando variados materiais e técnicas, utilizando ferramentas que permitam desenvolver trabalhos criativos na área do teatro.

Deu início a criação.

5 ago. 2026 . quarta-feira
Deu início a criação da coprodução entre a Krisálida e o Teatro e Marionetas de Mandrágora, “A água que por mim passa” será uma criação dedicada a bebés. Após reuniões, encontros, diálogos e muitos esboços e planeamentos, os artistas plásticos são os primeiro a fazer o desenho do dispositivo cénico e das marionetas que irão ocupar a cena a partir de novembro.

A água que por mim passa : https://marionetasmandragora.pt/aagua

Colaboramos com a Viagem Medieval há 20 anos, desde 2006.

5 ago. 2026 . quarta-feira
Os eventos recreativos, de índole histórico, são momentos de lazer e de descontração. São também momentos para tomarmos contacto com a história de Portugal, ou os fragmentos que nos chegam dela. O Teatro tem o seu surgimento na época medieval em Portugal e se bem que os registos sejam escassos, existem iluminuras, fragmentos que nos apontam caminhos. É sempre desafiante poder contar com um projeto que ao longo de 20 anos se foi desenvolvendo em Santa Maria da Feira, na sua Viagem medieval. O nosso dispositivo cénico retrata, jograis e bobos da corte, que fazem as suas representações, alicerçando a narrativa histórica do enquadramento do evento. O público é uma força motriz muito impactante, pois sempre acolheu estes projetos com muito carinho. Quer sejam as “pageant wagons”, quer seja a carroça de Ingmar Bergman no seu “O Sétimo Selo”, o certo é que a ação traz consigo teatro, feito por uma equipa de grandes atores.

Novo projeto de mediação cultural.

5 ago. 2026 . quarta-feira
Cada vez mais as instituições culturais, museus, mosteiros, castelos, etc., sentem a necessidade de se tornarem espaços vivos, legíveis, comunicativos, apelando à criatividade, ao público, chamando a si o visitante. Para tal a marioneta aliada à história e ao património tem-se mostrado um esforço muito gratificante, completando a programação própria de cada equipamento e potenciando uma mais ampla comunicação com o público. Desde 2003 que colaboramos com diversas instituições implementando programas e atividades de longa duração.
Sentimos que estas propostas se conseguiram instalar e ampliar na sua dinâmica de Serviço Educativo, quer pela franja de visitantes que o consideram parte integrante no seu processo de visita, quer pelo auxiliar lúdico, artístico pedagógico que se tornou do espaço e do património envolvente.
Consideramos que as Instituições podem beneficiar com este projeto, ampliando a dimensão na reconstituição histórica e patrimonial dos espaços envolventes e permitindo a um público mais abrangente a fruição dos espaços e dos conteúdos históricos que este permitiu resgatar.

a menina do barro : https://marionetasmandragora.pt/ameninadobarro
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