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» PLETORA - modus vivendi Fora de Cena | PAP - Projecto de Aptidão Profissional | 2002
Este espectáculo foi realizado durante o 3º ano de formação dos elementos da companhia Teatro e Marionetas de Mandrágora.
O espectáculo narra o movimento circular evolutivo, a própria alternação vida-morte, criando quatro não-realidades teatrais, dispostas numa linha sincrónica, da qual serão apenas apresentados fragmentos, equacionados com a própria realidade.
Pletora significa qualquer superabundância que produza efeito nocivo. Que exemplo melhor que a esquizofrenia como um excesso?, um excesso de vida. Porém, se existe excesso de vida em certos casos, também possuímos exemplos de excessiva aniquilação dessa mesma vida – as “Grandes Guerras”. Pegando, então, nos conceitos esquizofrenia/”Grandes Guerras”, encontramo-nos indirectamente a tratar outros dois com os quais se encontram profundamente relacionados – criação de vida/supressão da mesma.
Sendo a morte o culminar da vida, e essa mesma morte, ainda mesmo que em pequena escala (mesmo a nível celular), necessária para uma vida, está criado deste modo um movimento circular evolutivo. Abordaremos o cíclico e o circular, o poder do centro, o Uno, partindo das culturas europeias ditas pagãs, aplicando esses sistemas como catalisador positivo.
A esquizofrenia, quando consciente, é um cadinho para a concretização de várias “realidades paralelas” (ás quais chamaremos de não-realidades). Criaremos quatro não-realidades que serão dispostas numa linha narrativa sincrónica (as não-realidades serão derivações da realidade e essa linha narrativa será mostrada alternando fragmentos de uma e outra não-realidade e da realidade, de uma forma algo cinematográfica), sendo no total cinco: Realidade, Cinema, Bruegel, Literatura e Conflito.
O denominador comum das quatro não-realidades e da realidade é a narração, coincidente e a mesma nas cinco linhas das quais veremos apenas fragmentos aleatórios. É a narração dos grandes ciclos do Ser. Estar e Haver é a nossa narração, a da pessoa que fragmentada esquizofrenicamente nestes planos se reúne atendendo á sua origem.
O desenvolvimento da acção decorrerá passando pelas seguintes fases: Morte, Fecundação, Nascimento, Gestação, Dissecação, Gestação, Guerra, Morte.
 
Ideia original: S. Mavter
Projecto: André Cassiano e enVide neFelibata
Construção do Cenário: Oficinas da Câmara Municipal de Vila do Conde
Desenho de Luz: Pedro Cardoso
Operação de Luz: Migvel Tepes
Música Cénica: Hugo Morango
Fotografia de Cena: Grupo de Fotografia de Alijó

Apoio à Produção | Interpretação: Mário Moutinho
Apoio à Cenografia: Marcelo Larrea

Agradecimentos: Funcionários do Centro Municipal da Juventude, Guilherme Fonseca e Dr. Paulo Costa Pinto
Organização: Câmara Municipal de Vila do Conde
Apoio: Centro de Emprego e Formação Profissional (Delegação da Póvoa de Varzim e Vila do Conde)
         
 
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